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Fim de Uma Era: Recife Fica Sem Voos Diretos Regulares para os Estados Unidos


       VT Notícias: O cenário da aviação internacional em Pernambuco sofreu uma mudança drástica com a confirmação de que o Aeroporto Internacional do Recife não conta mais com voos diretos regulares para os Estados Unidos.

A partir de agora, as ligações com o território norte-americano partindo da capital pernambucana passam a ocorrer exclusivamente de forma sazonal, operadas apenas pela companhia Azul durante os meses de alta temporada, como dezembro e janeiro.

Fora desses períodos, passageiros que planejam desembarcar no país do Norte precisam obrigatoriamente realizar conexões em outros centros aeroportuários, como Viracopos (SP), Confins (MG) ou Belém (PA).

A decisão reflete um ajuste estratégico da malha aérea, onde a rota Recife–Orlando, antes contínua, foi convertida para atender apenas aos picos de demanda turística.

Na última temporada de dezembro de 2025 a janeiro de 2026, a Azul operou 34 voos sazonais na rota, totalizando uma oferta de 8.872 assentos. Embora a companhia já tenha disponibilizado passagens para a temporada de dezembro de 2026 e janeiro de 2027, não há previsão para o retorno de frequências regulares ao longo do ano.

Paralelamente, outras grandes operadoras, como a Latam, confirmaram que também não possuem planos imediatos para estabelecer voos diretos do Recife para os EUA, mantendo o foco em seus hubs principais no Sudeste.

Apesar da lacuna deixada pelo mercado americano, o terminal pernambucano, administrado pela Aena Brasil, mantém uma rede internacional ativa para outros destinos. Atualmente, o Recife oferece voos diretos regulares para sete destinos internacionais: Lisboa e Porto (Portugal), Madri (Espanha), Buenos Aires e Córdoba (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile). Além disso, uma nova rota direta para Cabo Verde, operada pela Cabo Verde Airlines, está prevista para iniciar em maio de 2026, reforçando a conectividade com a África. A concessionária Aena afirma manter diálogos constantes com companhias nacionais e estrangeiras para atrair novas rotas e compensar as perdas recentes na malha internacional.

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