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Quebra do Banco Master e Will Bank deve fortalecer bancos já consolidados no Brasil


    VT Notícias: A recente notícia sobre a liquidação do Banco Master e do seu braço digital, o Will Bank, tem gerado um grande alvoroço no cenário financeiro brasileiro, sendo apontada como uma das maiores fraudes bancárias da história recente do país.

O caso ganha contornos dramáticos por envolver não apenas cifras bilionárias, mas também pressões políticas e menções a ministros do Supremo Tribunal Federal, o que eleva a crise de uma esfera puramente econômica para o centro do debate institucional.

Especialistas como Paulo Feldmann, professor da USP e da FIA Business School, alertam que esse colapso deve provocar uma fuga em massa de investidores e correntistas para instituições financeiras já consolidadas, como Itaú, Bradesco e Santander, uma vez que o temor em relação à solidez dos bancos digitais e de pequeno porte tende a crescer exponencialmente diante de um escândalo dessa magnitude.

O impacto social dessa quebra é particularmente preocupante, visto que o Will Bank possuía uma base de aproximadamente 12 milhões de clientes composta majoritariamente por indivíduos das classes D e E.

Para muitos desses brasileiros, o banco representava o destino de todas as economias de uma vida, muitas vezes focadas em garantir uma aposentadoria minimamente digna. Embora o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assegure o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF, o processo exige que os clientes se cadastrem e realizem a solicitação via aplicativo, o que pode representar um obstáculo logístico para pessoas com menor inclusão digital.

No total, a estimativa é que os pagamentos aos depositantes e investidores elegíveis cheguem à marca de R$ 6,3 bilhões, evidenciando o tamanho do rombo deixado pelo conglomerado e o desafio que o sistema bancário enfrentará para restaurar a confiança do público.

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