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Governo arrecada mais de R$ 10 bilhões no 1º dia de 2026

VT Notícias: O calendário virou e, antes mesmo do fim do primeiro dia de 2026, a arrecadação federal já ultrapassava a marca de R$ 10 bilhões em tributos. O dado é do Impostômetro, painel público mantido pela Associação Comercial de São Paulo, que acompanha em tempo real a entrada de recursos nos cofres públicos. O número expressivo coincide com a largada prática da reforma tributária sobre o consumo, que inicia sua fase de transição no país.

A partir desta quinta-feira (1º), começa a operar, ainda em caráter experimental, o chamado IVA Dual, novo modelo aprovado pelo Congresso Nacional. Apesar de rotulado oficialmente como “ano de testes” pela Receita Federal, o funcionamento não é fictício: há circulação de dinheiro, emissão de notas fiscais com novos campos obrigatórios e efeitos concretos no dia a dia de empresas e contribuintes.

Neste primeiro momento, a cobrança é simbólica. Entra em vigor uma alíquota total de 1%, sendo 0,9% referente à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e 0,1% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que será repartido entre estados e municípios. Ao mesmo tempo, os tributos atuais continuam sendo cobrados, formando um sistema híbrido.

A promessa do governo é neutralidade na carga tributária em 2026. Os valores pagos em CBS e IBS deverão ser compensados com o que já é recolhido por meio de PIS e Cofins, evitando aumento imediato de impostos. A extinção definitiva de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — só começa a ser implementada a partir de 2027, de forma gradual.

Mesmo com taxas reduzidas, a atenção das empresas precisa ser redobrada. Sistemas de faturamento e classificação fiscal exigem ajustes, e erros em códigos como NCM ou CNAE podem resultar em rejeição de notas fiscais, cobranças indevidas e até interrupção do faturamento.

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