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Defesa aponta "linchamento virtual" contra famílias de adolescentes investigados por morte de cão orelha


     VT Notícias: A defesa de dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, veio a público solicitar cautela e responsabilidade diante da repercussão do caso nas redes sociais.

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmam que os jovens e suas famílias estão sendo vítimas de um “linchamento virtual” alimentado pelo compartilhamento de informações imprecisas.

Segundo os juristas, a exposição de menores de idade na internet configura uma violação direta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os defensores sustentam que os dois adolescentes representados por eles não aparecem em vídeos que circulam online e que supostamente registrariam o episódio de maus-tratos. A tese da defesa é reforçada por um esclarecimento da delegada responsável, Mardjoli Valcareggi, que afirmou em coletiva da Polícia Civil a inexistência de vídeos que comprovem o momento exato das agressões.

A declaração da autoridade policial contraria rumores digitais de que tais provas teriam sido apagadas sob coação.

O caso segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, com acompanhamento do Ministério Público (MPSC) através das promotorias de Justiça da Infância e Juventude e do Meio Ambiente.

Na última segunda-feira, dia 26, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, resultando no recolhimento de celulares e notebooks para perícia, embora ninguém tenha sido detido até o momento.

A defesa reitera o pedido de colaboração com as autoridades para que o episódio seja esclarecido rapidamente, sem prejuízos irreversíveis à integridade física e moral das famílias envolvidas.

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