VT Notícias: O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma marca alarmante de 23.919 registros de desaparecimentos de crianças e adolescentes, o que equivale a uma média preocupante de 66 casos por dia.
De acordo com dados consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), esse volume representa um aumento de 8% em comparação ao ano anterior, quando a média diária era de 60 ocorrências.
O levantamento destaca um recorte de gênero acentuado, revelando que as meninas são as principais vítimas, correspondendo a 61% do total de casos, o que soma mais de 14,6 mil jovens do sexo feminino cujo paradeiro se tornou desconhecido ao longo do último ano.
A gravidade do cenário é ilustrada por buscas dramáticas que ainda mobilizam forças de segurança e comunidades locais, como ocorre no povoado São Sebastião dos Pretos, no Maranhão.
Lá, os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro, completando quatro semanas de buscas sem respostas definitivas.
Para casos de alto risco como este, as autoridades têm reforçado o uso do protocolo Amber Alert, ferramenta que dissemina alertas urgentes para auxiliar na localização rápida de menores em perigo.
Geograficamente, a crise de desaparecimentos atinge o país de forma heterogênea, com estados da região Norte liderando os índices proporcionais. Roraima registrou a maior taxa do Brasil, com 40 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes, seguido pelo Rio Grande do Sul e pelo Amapá.
Diante desses números, especialistas reforçam a importância da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, lembrando que, por lei, qualquer pessoa cujo paradeiro seja ignorado deve ser considerada desaparecida imediatamente, sem a necessidade de espera por prazos mínimos para o registro da ocorrência.
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