
VT Notícias: Em 2025, a administração da prefeita Zete de Janjão colocou Gararu no centro de um debate incômodo sobre prioridades. Documentos oficiais revelam que a prefeitura e dois fundos municipais empenharam mais de R$ 6,1 milhões apenas com combustíveis ao longo do ano, todos destinados ao mesmo fornecedor, a Vicente Ferreira de Brito Sobrinho Ltda.. O volume de recursos contrasta com a rotina de queixas da população sobre serviços básicos fragilizados.
A maior fatia saiu diretamente do caixa do Executivo municipal de Gararu: R$ 3,7 milhões para gasolina e óleo diesel, com predominância do diesel. Na área da Saúde, mesmo diante de reclamações recorrentes sobre ausência de médicos, demora em exames e limitações estruturais, o fundo específico firmou contrato superior a R$ 2,1 milhões com o mesmo posto. Já a Assistência Social, responsável por atender famílias em situação de vulnerabilidade, destinou mais R$ 255,2 mil para abastecimento.
Somados, os valores levantam questionamentos sobre planejamento e controle. Em um município pequeno, com demandas urgentes em educação, saúde e infraestrutura, o patamar de gastos com combustível soa desproporcional para moradores e lideranças locais. Faltam explicações públicas que detalhem consumo, rotas, frota utilizada e critérios de fiscalização.
A ausência de respostas alimenta a insatisfação de quem convive diariamente com serviços precários. Para muitos, a leitura dos contratos evidencia um desequilíbrio que precisa ser esclarecido: enquanto a despesa com abastecimento cresce, áreas essenciais seguem à espera de investimentos que façam diferença na vida da população.
Fonte: portal xexo.
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