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Após comparar colega negra à "Medusa", trabalhadora tem demissão por justa causa validada pela Justiça do Trabalho


     VT Notícias: A Justiça do Trabalho de Minas Gerais confirmou a demissão por justa causa de uma funcionária que insultou uma colega negra ao ironizar seu penteado com dreadlocks e chamá-la de “Medusa” durante o expediente em uma empresa do setor automotivo em Uberlândia. O episódio, ocorrido em setembro de 2024, abalou a vítima, que chorou diante de colegas e chegou a procurar atendimento interno após a agressão. Dias depois, pediu desligamento da companhia.

Testemunhas relataram que a trabalhadora demitida, acompanhada de outras colegas, fez comentários depreciativos sobre o cabelo da vítima, reforçando a comparação ofensiva. A empresa abriu uma apuração interna, ouviu funcionárias do setor e decidiu aplicar a punição máxima às envolvidas. No processo, a companhia demonstrou oferecer treinamentos frequentes sobre respeito, diversidade e prevenção ao assédio, além de manter programas de conscientização voltados ao ambiente de trabalho.

A ex-funcionária tentou reverter a penalidade, mas a 6ª Vara do Trabalho reconheceu que a atitude teve conotação racista e atingiu a dignidade da colega, enquadrando o episódio como falta grave. O recurso levado ao Tribunal Regional do Trabalho não prosperou. Relator do caso, o desembargador Anemar Pereira Amaral destacou que práticas discriminatórias violam a honra e podem configurar injúria racial, reforçando a necessidade de combater o racismo em todas as esferas, inclusive dentro das empresas. Na decisão, citou ainda o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do Conselho Nacional de Justiça, que orienta magistrados a considerar o peso do racismo estrutural nas relações sociais e profissionais.

Com o processo já encerrado e sem possibilidade de novo recurso, a justa causa permanece válida.

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